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Levantamento de fauna para licenciamento ambiental: o que é e como funciona

Levantamento de Fauna para Licenciamento Ambiental: o que é e como funciona | Borsa Ambiental
Fauna & Licenciamento

Levantamento de fauna para licenciamento ambiental: o que é e como funciona

Um resumo direto sobre o estudo de fauna exigido em processos de licenciamento no Rio Grande do Sul: quando é necessário, quais grupos são avaliados, os métodos mais usados em campo e como o resultado entra no processo junto à FEPAM, SEMA ou IBAMA.

📍 Foco regional: Rio Grande do Sul ⏱️ Leitura: 4 min ✅ Baseado na IN IBAMA nº 146/2007 e normas da SEMA/RS
Biólogo da Borsa Ambiental durante campanha de campo em área de mata nativa no Rio Grande do Sul, para levantamento de fauna em processo de licenciamento ambiental

O que é o levantamento de fauna

O levantamento de fauna é o estudo técnico que identifica e caracteriza as espécies de animais silvestres presentes na área de um empreendimento e no seu entorno, antes ou durante o processo de licenciamento ambiental. O objetivo é dimensionar o impacto da obra sobre a fauna local — incluindo espécies ameaçadas ou de interesse para conservação — e orientar medidas de mitigação, como o afugentamento, resgate ou monitoramento contínuo.

A referência técnica nacional é a Instrução Normativa IBAMA nº 146/2007, que estabelece os critérios para levantamento, monitoramento, salvamento e resgate de fauna em áreas de influência de empreendimentos sujeitos a licenciamento. No Rio Grande do Sul, autorizações específicas relacionadas ao manejo de fauna silvestre passam pela Divisão de Fauna (DBIO/SEMA) e pelo Sistema Online de Licenciamento (SOL).

Por que importa: um levantamento de fauna malfeito ou incompleto é motivo comum de exigência complementar por parte do órgão ambiental — o que atrasa a emissão da licença exatamente na etapa em que o empreendedor menos quer perder tempo.

Quando é exigido

  • Empreendimentos com EIA/RIMA ou Relatório Ambiental Simplificado (RAS), como condicionante técnica obrigatória do estudo.
  • Supressão de vegetação nativa, quando a obra remove habitat que pode abrigar fauna silvestre.
  • Intervenção em cursos d'água, barragens e áreas úmidas, onde a ictiofauna e a herpetofauna costumam ser especialmente sensíveis.
  • Condicionante de LI ou LO, quando o órgão licenciador exige um Plano de Monitoramento de Fauna (PMF) contínuo durante a obra ou operação.

Grupos avaliados e métodos de campo

Mastofauna

Mamíferos de médio e grande porte, avaliados por armadilhas fotográficas e busca de rastros/vestígios.

Avifauna

Aves identificadas por observação direta, binóculo e reconhecimento de vocalizações (playback).

Herpetofauna

Répteis e anfíbios, levantados por busca ativa noturna e diurna, e por vocalização em corpos d'água.

Ictiofauna

Peixes, avaliados por coleta com redes e petrechos específicos em rios e arroios da área de influência.

As campanhas de campo costumam ser sazonais — no mínimo uma no período seco e outra no período chuvoso — para captar variações de atividade e reprodução das espécies ao longo do ano. O estudo delimita a Área de Influência Direta (AID) e a Área de Influência Indireta (AII), e resulta em uma lista comentada de espécies, com destaque para as ameaçadas de extinção ou endêmicas do bioma Pampa ou da Mata Atlântica.

Como funciona, em 3 passos

1

Leitura das exigências do órgão

Definição dos grupos taxonômicos, número de campanhas e formato de relatório exigidos pela FEPAM, SEMA ou IBAMA.

2

Campanhas de campo

Execução das campanhas sazonais, com equipe de biólogos habilitados e, quando necessário, autorização específica para captura ou coleta.

3

Relatório técnico e recomendações

Consolidação da lista de espécies, análise de sensibilidade da área e recomendações de mitigação, incluindo eventual plano de resgate de fauna.

Seu empreendimento precisa de levantamento de fauna?

A Borsa Ambiental realiza levantamentos de fauna com equipe própria de biólogos, em todo o Rio Grande do Sul, alinhados às exigências de cada órgão licenciador.

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Perguntas frequentes

Levantamento de fauna é a mesma coisa que plano de resgate de fauna?
Não. O levantamento é o diagnóstico que identifica quais espécies existem na área; o plano de resgate é a ação prática de afugentamento, captura e realocação de animais durante a supressão de vegetação ou obra, muitas vezes elaborado com base nos resultados do levantamento.
Quanto tempo leva um levantamento de fauna completo?
Como costuma exigir ao menos duas campanhas sazonais (seca e chuva), o processo completo, do planejamento ao relatório final, costuma levar entre 4 e 8 meses, variando conforme o número de grupos taxonômicos exigidos.
É preciso autorização para capturar ou coletar animais durante o estudo?
Sim, quando o método envolve captura, coleta ou manejo direto da fauna, é necessária autorização específica junto ao IBAMA ou à Divisão de Fauna da SEMA/RS, conforme o grupo taxonômico e a finalidade do estudo.
BA
Equipe técnica Borsa Ambiental

Conteúdo elaborado pela equipe multidisciplinar da Borsa Ambiental — engenheiros ambientais, biólogos e geólogos com atuação em todo o Rio Grande do Sul.